Não se enganem comigo:
se digo sul pode ser norte,
chego mais fico ausente,
o triste é também o belo,
procuro o que não se perde
nem se pode encontrar.
Buscar respostas nos livros
é esconder-se entre linhas.
Não creio no que se enxerga,
mas nisso que se disfarça
por mais que se tente olhar:
assim me tem seduzida.
Eis o jogo que eu persigo,
meu jeito de ser feliz,
o desafio que me embala:
sempre que escrevo "morte"
estou falando de vida.
Lya Luft
28/12 - Katana de Ouro
1 dia atrás

2 comentários:
MOMENTO DE MEDITAÇÃO.
Identificar-se pode ser um grande desafio, quando implica em resgatar histórias que poderiam conduzir-nos a um fim melhor do que temos em mãos. Talvez, seja isso... Bagunça, (rsr) desorganização:
...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.
Clarice Lispector.
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Tentando entender meu complicado ser... As vezes me pergunto quem sou? Menina brincando de ser mulher ou uma mulher que anseia ainda ser menina...?
Não sei, acho que fiz o processo inverso, assumi o papel de mulher ainda menina, suportei dificuldade fui obrigada a ser responsável e séria pelas circunstâncias da vida, muito nova precisei encarar que os contos de fadas não existem, e isso me tornou meio dura é verdade.
Sofri chorei, mas respirei e dei a volta por cima, hoje depois de "adulta" acho que anseio buscar a menina que não fui, e por isso a mulher que devo ser vive a brincar de ser menina que se escondeu em algum porão do meu inconsciente.
Busco um equilíbrio que não vem, não sei quem sou, uma mescla do que devia ter sido com o que devo ser, vivo buscando não sei o que, numa dúvida infinita por algo que nem sei o que é.
Assim sou eu nem mulher nem menina,
apenas alguém em busca de si mesma!
Roseli de Oliveira Santana.
Claro...
a morte é apenas uma transformação...
Beso
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